sexta-feira, 16 de dezembro de 2011

Menos, bem menos

Daí que antes de começar a fazer Meta Real eu tinha perdido as esperanças e desistido de emagrecer. Então,fui a uma loja de "Tamanhos Grandes" aqui do bairro, porque, né? Não é só porque a gente engorda que pode andar pelada.

Não curti nenhuma roupa, sem contar o preço. Pedi para experimentar um vestido. A vendedora me olhou e 
disse: 
- Pra vc tinha que ser no tamanho 50 (oi?) mas não tenho, só tenho esse no 48." 

Ela não disse de um modo agressivo nem nada, não me destratou ou foi rude. Para ela era só um fato, mas aquilo me doeu tanto! Agradeci e saí da loja., pensando "como assim, CINQUENTA??????!!!" 

Aí, graças à indicação de uma amiga, comecei a fazer Meta Real, já emagreci mais de 13 quilos e ontem 
entrei num 44 com folgas. :)

Antes eu levava a roupa que servia. Hoje eu me acostumei a não levar tudo o que me serve, a não ser que eu aprove. Hoje fico com medo de comprar roupas e "perder" daqui a 10 dias. 

Tenho um vestido que nunca usei mas que já está mais largo do que deveria e até meus sapatos estão largos, saindo do pé. Isso porque ainda nem cheguei  no peso que quero...

"Então, a Cinderela entrou no vestido e foi feliz para sempre" :)

segunda-feira, 31 de outubro de 2011

A Roda da Fortuna

Sempre fui muito certinha, certinha porque quis.

Tudo muito planejado, tudo muito a longo prazo, tudo meio que decidido bem antes. E me ferrei várias vezes, pois tudo é mutável, tudo se transforma o tempo todo.

Pensando no Tarot, temos a Roda da Fortuna, que diz: quando tudo está rodando, o lugar menos perigoso é o centro da Roda. Tentar sair dela ou ficar na beiradinha é ser atropelado e cair. Renda-se à excitação da Roda, vá alegremente ao seu centro e rode junto com ela, funda-se, seja uma coisa só com a Roda e o Universo.



Com o tempo, aprendi lições valiosas:

1) Só saberemos como iríamos agir diante de uma situação se e quando vivermos essa situação. Achar que faria isso ou aquilo ou julgar as ações dos outros que vivem algo é totalmente ilusório e até hipócrita.

2) Planejar a longo prazo é criar prisões. CLARO que não consigo viver sem planos ou objetivos, mas hoje já não "escrevo com sangue" o meu futuro, e não me oponho tanto às mudanças que aparecem.

O mais legal da vida é se permitir viver as coisas que você não imaginava viver, fazer as coisas que você não se imaginava fazendo, aceitar novos desafios não deixar o medo tomar conta de você ou os obstáculos te paralisarem.

Viver algo que você não imaginava e não impedir as mudanças e experiências que a vida te traz é uma das experiências mais enriquecedoras que eu já vivi.

Você se sente viva, poderosa, plena, fluindo junto com o Universo e as coisas que ele te dá para viver e é maravilhoso!

Quando eu poderia imaginar que, sendo como sou,  seria a inconsequente diante do louco, a que não se refreia, a que mergulha de cabeça em algo inesperado e ama? Só de poder viver isso, já me sinto muito privilegiada, sinto que me conheço muito mais e que sou muito mais do que pensava - não num sentido arrogante, mas no sentido de ser ilimitada.

Enfim, já estive dos dois lados: o controladinho com a vida pronta na cabeça, querendo planejar tudo e o que se abre e vive intensamente aquilo que se apresenta, mesmo sem saber até quando e por quê. E, gente, é com um sorriso enorme na alma que eu falo pra vocês: não tem NEM COMPARAÇÃO o tanto que é melhor viver ao invés de pensar.

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Viver bem


Olha, nessa era de Internet em que tudo quanto é texto é de autoria de Arnaldo Jabor e Luís Fernando Veríssimo, dá até medo de postar essas palavras atribuídas a Cora Coralina e depois descobrir que ela nunca escreveu isso, mas o que vale é a intenção - não é mesmo minha gente? :)

Acho esse texto abaixo beeeem importante, por que basta focar nossas energias numa coisa, que ela cresce: tá com dor e fica falando que tá com dor? A dor vai aumentar... O mesmo vale para calor, fome, raiva, saudade, mau humor, etc. 

Além disso, já cansei de ver jovens senhoras esquecendo alguma coisa boba e já decretando que é um princípio de senilidade, gente que coloca limitações em seu próprio caminho, gente que só reclama e fica com uma vibe horrorosa, etc.

Enfim, acho esse texto um exemplo de como viver, espero que inspire algum de vocês como inspira a mim:

O QUE É VIVER BEM...

Um repórter perguntou à Cora Coralina o que é viver bem.
Ela lhe disse:

"Eu não tenho medo dos anos e não penso em velhice.
E digo pra você, não pense.

Nunca diga" estou envelhecendo, estou ficando velha". Eu não digo.
Eu não digo estou velha, e não digo que estou ouvindo pouco.
É claro que quando preciso de ajuda, eu digo que preciso.

Procuro sempre ler e estar atualizada com os fatos e isso me ajuda a vencer as dificuldades da vida.
O melhor roteiro é ler e se praticar o que lê.
O bom é produzir sempre e não dormir de dia.

Também não diga pra você que está ficando esquecida, porque assim você fica mais.
Nunca digo que estou doente, digo sempre: estou ótima.
Eu não digo nunca que estou cansada.
Nada de palavra negativa.

Quanto mais você diz estar ficando cansada e esquecida, mais esquecida fica.
Você vai se convencendo daquilo e convence os outros.
Então silêncio!

Sei que tenho muitos anos.
Sei que venho do século passado, e que trago comigo todas as idades, mas não sei se sou velha não.
Você acha que eu sou?

Posso dizer que eu sou a terra e nada mais quero ser.
Filha dessa abençoada terra de Goiás.
Convoco os velhos como eu, ou mais velhos que eu, para exercerem seus direitos.
Sei que alguém vai ter que me enterrar, mas eu não vou fazer isso comigo.

Tenho consciência de ser autêntica e procuro superar todos os dias minha própria personalidade, despedaçando dentro de mim tudo que é velho e morto, pois lutar é a palavra vibrante que levanta os fracos e determina os fortes.

O importante é semear, produzir milhões de sorrisos de solidariedade e amizade.
Procuro semear otimismo e plantar sementes de paz e justiça.
Digo o que penso, com esperança.
Penso no que faço, com fé.
Faço o que devo fazer, com amor.

Eu me esforço para ser cada dia melhor, pois bondade também se aprende.
Mesmo quando tudo parece desabar, cabe a mim decidir entre rir ou chorar, ir ou ficar, desistir ou lutar; porque descobri, no caminho incerto da vida, que o mais importante é o decidir."

quinta-feira, 20 de outubro de 2011

A Sete passos de uma Deusa

Cresci nos anos 80, e tudo o que ouvi enquanto vivia minhas coisas e ia fazendo aniversários faz parte de quem eu sou. Os melhores shows a que fui, os que mais saboreei e curti, foram os shows de bandas "antigas", que formaram meu caráter musical. The Cure, Echo& The Bunnymen, Simple Minds, Tears For Fears, A-Ha, Madonna, Simply Red, Aerosmith, Erasure, Seal (esses dois mais anos 90 na minha vida): todos cultivados, degustados, aguardados e curtidos por corpo e alma.

Ontem, tive a alegria de ir a mais um show de uma cantora que eu amo desde os anos 80, que cresci ouvindo: fui ao show da Sade. E não é que simplesmente vi Sade, mas vi de perto, tipo passei 2 horas sentada a sete passos dela: nunca vou esquecer a noite de ontem!

E tudo graças à uma amiga, que me chamou para uma festa fechada e vipérrima, em que a atração era o SHOW DA SADE. Já tinha desistido de vê-la pois, aqui em São Paulo, o ingresso custa OITOCENTOS REAIS.

Enfim, voltando ao Olimpo, o que é aquela mulher??? Sempre achei ela a coisa mais linda do mundo, uma Deusa, a cara da Pocahontas! De perto, é ainda melhor, porque junto com a beleza, vem o charme e o sex appeal e, nossa, isso ela tem de sobra.



Rosto exótico, bocona linda, uma pele! O corpo é todo bem desenhado, torneado, lindo! E o charme? Meu Deus, acho que toda mulher tinha que viver como ela, sem medo de ser sensual. Ela tem consciência de todos os movimentos do corpo, e tem um olhar! Sorridente, talentosa e hipnótica: você não sabe o que é melhor, ver ou ouvir Sade. Linda, linda, uma inspiração. E tudo isso vestida de calça preta e blusa justa de gola alta, terninho e coque, de camisa branca...nada de apelar pra micro roupas ou vulgaridade: DEUSA!



E A VOZ? Uma das mais lindas que já ouvi. Se nos CDs e DVDs já é fantástica com aquele timbre único, ao vivo é IMPRESSIONANTE, sério, IMPRESSIONANTE!

Ela cantou músicas do novo trabalho (adoro Soldiers of Love, a primeira música do show), mas não deixou de fora nenhum megahit: teve "Smooth Operator", "Kiss of Life", "Your Love is King", "No Ordinary love", "The sweetest taboo", "Is it a crime", "Cherish the Day", "By your side", "Paradise"...




Simpática, disse que nunca esqueceria o show de ontem, pois era o seu primeiro show no Brasil. Que sempre quis vir pra cá e estava muito feliz. Que somos lindos e lamentava não falar português (mas arriscou um "Boa noite São Paulo" e "Obrigada"). A banda dela também é ótima, e todos pareciam realmente felizes por estarem aqui: quando acabou o show, eles se abraçaram, comemorando, parecia que tinham marcado o gol do título, muito foda.

Enfim, sei que um post sobre a Sade já é cafona. Sei que chamar alguém de Deusa e Pocahontas também é brega. Assim sendo, não tenho nada a perder resumindo: amei muito o show, nunca vou esquecer a noite de ontem, nunca achei que chegaria tão perto dessa cantora que eu amo, Sade é uma sereia linda e se ela vendesse sex-appeal engarrafado, eu comprava o estoque todo (suspiro).

Cause I´m a Gipsy

A Cigana pegou minhas mãos, olhou para elas e ficou olhando como se visse imagens ou frases de um livro.
Era bonita, mas o que mais me chamou a atenção foram seus olhos. Aliás, seu olhar. Era um olhar que nublado, um olhar esfumaçado, com as pálpebras baixas - mas do tipo que chega até o fundo da alma.

E então, ela me disse:

"Deixe o velho ir para o novo vir. Não vejo nada de ruim acontecendo. Vejo você podendo escolher entre o bom e o bom, não você sem escolha. Deixe o velho ir para o novo vir".

E foi o que eu fiz.

sexta-feira, 26 de agosto de 2011

A Estrada


Sempre, sempre, sempre me emocionei muito com essa música do Cidade Negra.
Sempre quis um destininho traçado, planejado e prontinho, mas minha vida se revelou uma loucura cheia de mudanças de curso: tudo que eu planejei deu certo de uma maneira totalmente diferente.

Aprendi a conviver com o "caos", com o que não controlo, e hoje sou muito feliz assim. Muito mais do que seria, aliás.

Agora mesmo estou num momento em que não controlo o que rola, e prevejo mudanças. Não é algo ruim, mas algo que eu não queria que mudasse e estou percebendo que vai mudar. Até poderia mudar junto, mas não vou.

Aí, ontem teve Orkut Ao Vivo com Cidade Negra. Foi um sucesso, Trending Topics de novo, a galera curtiu, a banda bem simpática com a gente, beleza.

Eles iriam tocar "Onde você mora", que eu amo, mas em cima da hora pediram para mudar e decidiram tocar - adivinhem - "A Estrada". "Coincidência", né?

Hoje estava aqui, revendo a entrevista e me vi em lágrimas ouvindo a música. Porque parece que foi especialmente pra mim, sabe? Aquelas horas em que o divino fala com você através dos outros.

Porque é isso que eu tenho que fazer: acreditar no caminho, na minha estrada, nas mudanças que acontecem. Porque meu caminho, só meu Deus pode mudar (e quando o Sagrado interfere, sempre é para o melhor).

Chore comigo, a partir do min 49: http://www.youtube.com/watch?v=bS8pJ31z6aY&feature=youtu.be

" Você não sabe o quanto eu caminhei,
   Pra chegar até aqui
   Percorri milhas e milhas antes de dormir
   Eu nem cochilei (...)
   Meu caminho só meu Deus pode mudar, meu caminho só meu Pai"

Lindo.
Obrigada, Universo, por mais essa mensagem.

E vamos continuar na Estrada, sempre com Fé - porque a Fé não costuma falhar, já diria Gil :)

sexta-feira, 15 de julho de 2011

C'est la vie...


Oi gente, tudo bem? Saudades de escrever aqui!
O trabalho está muito legal, adoro e tem tudo a ver comigo.

Começaram a rolar uns eventos, os Orkut Ao Vivo, coisa finíssima!:)
Engraçado como você fica triste quando uma porta se fecha, pois acha que nunca mais vai ter aquela parte legal do antigo trabalho, e aí a parte legal volta.

O fato é que, sem modéstia, sou boa para cobrir eventos.

Não faço a linha blasé, sou espontânea, entro na vibe, consigo me colocar no lugar de quem acompanha, penso o que aquela pessoa quer ver ou saber. Meu começo em Social Media foi assim, com o Demitidas e seus lives sobre "O Aprendiz" e a cobertura da final.

Na Viacom, cobri os Meus Prêmios Nick e o Nick Festival via blog e Twitter, e foi "um arrebento", a galera curtiu bastante - e eu adoro trabalhar com público teen. Então, quando saí da empresa, fiquei chateada por não ter mais essa parte do trabalho.

Aí, comecei a trabalhar pro Google, cobri o Carnaval transmitido pelo Youtube e achei que fosse só isso. Imagine minha felicidade quando soube que rolariam os Orkut Ao Vivo, com artistas dos mais variados?

Dei a ideia de cobrir os bastidores e transmitir via Twitter também e o cliente curtiu. Tô adorando muito!.
Criar o conteúdo, selecionar as perguntas para o artista, moderar uma Comunidade com mais de 6 MILHÕES DE MEMBROS (e tevi buatus qui o Orkuti tava na pior), criar concursos, fazer a transmissão do evento, cobrir bastidores, amo muito!

A galera da produtora é DEMAIS, adoro o trabalho.

Conhecer os artistas também é animal, né? Já falei sobre penteados com a Pitty, sobre a dificuldade da música chegar no Brasil antes da internet com o Seu Jorge, Marco Luque "repassou o texto" comigo, tirei foto fazendo "heavy metal" com o Dinho Ouro Preto, revi o fofo do Rogério Flausino, perguntei para a Sabrina Parlatore se era verdade que ela sokltou um amigo meu preso na varanda há uns 15 anos ou se era papo (era verdade, haha), ri muito com Didi e Nicole Bahls, e por aí vai.

Enfim, quando uma porta se fechar na sua vida, miguinhos,confie na que vai abrir. :)

Beijos e vou tentar escrever mais aqui, ok? Pensar menos no texto, deixar fluir mais.

sexta-feira, 1 de julho de 2011

Coisas que adoçam a vida

Acabou de piscar a janelinha do msn. Clico e ela me diz, sem oi e sem aviso:

"Quarta eu e a X estávamos conversando sobre as coisas aqui da Empresa Y e falamos sobre como ninguém nunca vai ser tão foda como você foi aqui! E mesmo que seja ruim não ter você aqui no convívio diário, a gente fica feliz de vc estar bem e trabalhando num lugar mega legal.. Sambando na cara de todo mundo =)
ahahaha achei que vc deveria saber!""

E, igualmente sem aviso, chorei.

Obrigada, minhas queridas, por terem feito minha vida tão feliz e por ainda fazerem parte dela. Amo vocês com todo meu coração, e tenho muito orgulho de ter trabalhado com vocês. Tudo valeu a pena por causa de vocês.

Keep shining, my girls.

PS: Não, esse não é um post para se gabar, só um post de extrema gratidão. Eternizar o que acabei de ler é a garantia de ter essas palavras para me aquecer em possíveis dias cinzentos. :)

segunda-feira, 30 de maio de 2011

Joga no Google


Rolou de tudo nesse mês de intervalo/ indefinição que foi Abril, coisas inacreditáveis: 7 entrevistas/ contatos de lugares diferentes, sendo 3 deles bem tentadores, ansiedade e um pouquinho de incerteza,  mas meu coração já tinha dona, e a razão concordava: tudo deu certo e fui para a Agência em que estava há 3 meses freelando, especialmente para atender o Google.

Mais feliz impossível: adorei as pessoas e o clima, o cliente é uma paixão minha e universal, boas condições e tudo isso há 15 minutos de casa. Além disso, soube que o cliente teve parte importante nisso, já que gosta muito do meu trabalho ( já tive a alegria de receber elogios diretamente).

Fui contratada para trabalhar com Social Media, Twitter, Conteúdo, Orkut, Comunidades, Live de Eventos (como esse da Pitty), Parte Estratégica, Concursos e suas mecânicas: adoro!

Nada como estar onde se quer para tirar de vez qualquer má lembrança do pensamento. Agradeço ao "meu ex departamento" de Marketing ( Fê, rafa, Mari e Páti) por tudo que me ensinou e pela indicação que resultou nessa indicação pra esse freela que virou um emprego. E agradeço ao meu amor, que aguentou minhas angústias e me aconselhou e apoiou em tudo (assim como minha família e amigos queridos como o Alex).

E que venha mais e mais trabalho bom e boas surpresas!

quinta-feira, 28 de abril de 2011

A Night to Remember

Ontem eu vivi uma das noites mais incríveis da minha vida.

Década de 90: meninos e meninas adolescentes se apaixonaram por uma balada. foram finais de semana seguidos por anos indo no mesmo lugar, encontrando as mesmas pessoas, fortalecendo as amizades, conhecendo mais gente, se apaixonando e se desapaixonando, conhecendo o que era boa música de verdade - os djs de lá fazem sucesso até hoje. House, R&B, RAP nacional, cheiro de cigarro de cravo, gelo seco.
Foi uma balada que marcou nossa época e deixou saudade para sempre em quem foi. Moldou personalidades, gostos e construiu nossa história. Alguns contatos continuaram mas, como naquela época ainda não existia internet, o tempo foi levando as pessoas embora.

Nesse meio tempo, sempre sonhei em reencontrar as pessoas, em poder viver aquilo de novo. Te juro que sou muito feliz, e não sou do tipo nostálgica presa ao passado, mas se existisse uma volta ao passado, era para um domingo daqueles que eu queria voltar. Ouvir e dançar todas aquelas músicas, rever e abraçar meus amigos queridos, curtir tudo mais um pouco.

Começo de 2000: Internet, Orkut, algumas pessoas recuperaram o contrato, alguns foram recuperados. O tempo passou, mas o carinho continuou o mesmo, preservado pelas lembranças.

Há umas 3 semanas: uma das meninas que era minha grande amiga na época me adicionou a um grupo no Facebook, o grupo daquela matinê. Aí sim, encontrei todo mundo - ou quase - e me senti numa máquina do tempo. O grupo já existia há um tempo e o povo já tinha feito alguns encontros. O próximo estava para acontecer, foi ontem.

Ontem: não vou mentir, estava receosa e quase não fui. Não conhecia boa parte das pessoas, poucos dos meus amigos mesmo iam e eu estava com muito medo de ficar deslocada. AINDA BEM QUE FUI.
Quando eu cheguei na baladinha e localizei o povo, foi mágico. Aqueles rostos todos ali de novo, sorrindo e se abraçando. Eu fui me aproximando, localizei três amigos meus muito queridos numa rodinha - o Daniel, o Daniel e o Luís - haha, vamos deixar os apelidos da época in Vegas - e eles me receberam TÃO BEM, mas tão bem que me senti acolhida na hora! Aí veio a Paula, maior responsável por eu não ter desistido de ir, e meu deu um abraço tão grande, e foram tantos outros abraços e recepções calorosas pela noite toda...

Quase chorei, olha que ridícula! O clima estava ótimo, todo mundo se misturando, alguns empolgados com o som flashback que tava rolando faziam umas dancinhas da época e todo mundo ria. As pessoas estavam genuinamente felizes por te reencontrar. Todos ali fizeram parte da história uns dos outros.

Os que te conheceram sabem bem a pessoa que você é, gostam de você de verdade e estavam tão felizes quanto eu em saber que, após tantos anos, todos ali estão bem, vivos e felizes.

Conversei com gente que eu não conversava na época, mas que tem tudo a ver comigo.

Conversei e fiquei perto de quem eu jamais imaginaria chegar perto e ficar tão á vontade.

Revi paixonites e fiquei feliz em confirmar que o sentimento evoluiu para um carinho incondicional.

Conversei com gente que eu não gostava e que não gostava de mim  (sem motivo algum, coisas de aborrecentes) e rimos disso.

Passei boa parte da noite conversando com uma menina que eu achava super brava e tinha até medo de olhar.

Conheci duas queridas que me fizeram ser a última cliente ontem, de tanto que papeamos. Ouvi que estou igualzinha mesmo após 20 anos (uau! Up na autoestima!), ri, soube da vida deles hoje, dancei, abracei, tirei fotos... Mágico, inesquecível e muito especial.

Estar lá trouxe um pedacinho daquilo de volta, e foi um modo de celebrar a vida, os tempos que não voltam, os amigos que moram longe e também os que já se foram.

Sou muito grata por ter vivido tudo aquilo na minha adolescência e por poder ter vivido esse reencontro ontem. E ontem, revendo essas pessoas, entendi o motivo delas terem marcado tanto minha vida e serem eternas para mim: o tempo só nos fez bem!

E que venham os próximos encontros!

domingo, 24 de abril de 2011

O blábláblá eterno de uma mente sem descanso - e culpada

Ai, credo: insônia de final de feriadão. Após dias e dias de ócio e dedicação ao lazer o Superego vem com tudo, quando menos espero, na hora de dormir.
Tudo começou quando tive a brilhante ideia de me pesar após 4 dias de comilança desenfreada (ovos de Páscoa, fast-food, pipoca, até beber eu bebi): gente, COMO ASSIM, SABE? Os 3 quilos que emagreci esses tempos voltaram. Sim TRÊS QUILOS. Aff.
Sabia que era uma péssima ideia mas, como preciso voltar a treinar de uma vez por todas, achei que isso seria uma terapia de choque para me motivar a voltar pra academia amanhã independente da preguiça.
Realmente, foi uma ótima terapia de choque: me choquei tanto com a balança que até perdi o sono #tudumtss


Como vocês sabem, emagreci 12 kg há 2 anos e depois eles voltaram trazendo mais alguns no final do ano passado: stress, decepções, angústias, fase difícil, coluna travada e meses sem treinar resultaram nisso. Aí, há mais ou menos um mês, decidi abandonar a neurose e ir devagar e sempre, apreciando todo e qualquer progresso. Desde então venho emagrecendo, mesmo que bem devagarinho e mesmo sem ter voltado a me exercitar.
Costumava adorar fazer esportes, mas depois de ter machucado a lombar, minhas opções se restringiram a : alongamento (amo),  musculação (PRECISO, para ajudar a fortalecer a musculatura da região), hidroginástica, caminhar na esteira e transport. Nada de boxe, nada de pular corda, nada de nadar, pelo menos por enquanto, nada de correr, nada de combat, nada de nada, né? Demais, né? #not
Super motivada com essas opções tão dinâmicas e de alta queima calórica, já poderia ter voltado a treinar desde Janeiro, mas e para ir?
Também estou mais introspectiva, e academias como essa que paguei - e tranquei após a lesão - me repelem quando estou assim: academia pequena, com os professores te conhecendo e percebendo sua ausência (cuidando da sua vida). Queria que ninguém nem me visse... Se pudesse ter a chave e ir treinar de madrugada sem ninguém ver, super iria.
E ainda sinto que nada me serve, que nem roupa para treinar eu tenho. Cheguei ao ponto de querer dar uma emagrecida antes de voltar pra academia, de vergonha - que sentido isso faz??? Pior que emagreci e aí voltou tudo, ai...
Mas Páscoa não é só um milhão de calorias, é renascimento, né? Então vamos às decisões PRÁTICAS quefazem alguma diferença, ao contrário dessa insônia chata. Enfim, resoluções que podem me ajudar a recuperar meu peso da semana passada rapidamente (em, no máximo, 2 semanas):
- Marcar 2 sessões de drenagem nessa semana.
- Comprar clorofila e tomar com abacaxi em jejum, para ajudar a desintoxicar.
- Voltar pra academia, no mínimo 3 vezes por semana (trnasport + musculação) custe o que custar, com todas as chateações
- Caprichar na dieta dessa semana.
- Comprar um frequencímetro bom - e fazer cada minuto de exercício render ao máximo.
- Ver com a fisio se posso andar de bicicleta. Se puder, uma alternativa que pensei é ir ao Parque das Bicicletas pelo menos uma vez por semana e pedalar por 45 minutos, 1 hora. Seria uma atividade aeróbica diferente, ao ar livre e bem mais prazerosa do que o transport.
- Voltar caminhando do trabalho ao menos duas vezes por semana - começando semana que vem, quando volto a trabalhar.

Pronto. Já esvaziei minha cabeça e despejei tudo aqui. Acho que calei o blábláblá eterno de uma mente sem descanso. Agora tenho que dormir, senão acordo tarde e com preguiça de treinar.:/

sábado, 23 de abril de 2011

E eu estou feliz porque eu também sou da sua companhia

Hoje é Dia de São Jorge, Dia de Ogum!
Como eu amo esse Santo/Orixá! Quanta gratidão tenho por ele, gratidão sem tamanho...
Ogum é aquele que abre os caminhos, é aquele que protege. Nos dá força e coragem para lutar. Nos dá proteção para continuar nossa caminhada. Ele é o responsável pelo Povo que cuida de nossas costas, pelo povo que põe a mão na massa para nos ajudar, pelo povo que limpa o que carregamos de prejudicial.


Apesar de ter o lado espiritual bem presente na minha vida, não sou de ficar acendendo vela e "enchendo saco de Santo" por qualquer probleminha. Eles sabem que, quando acendo uma vela e peço, a coisa tá pegando.
Há dois anos estávamos com muita dificuldade para conseguir resolver uns problemas relacionados ao financiamento de nossa casa: a vendedora estava de sacanagem - muita sacanagem, levamos um "não" do banco na primeira tentativa, era papelada que não saía, conflitos, prazos que venciam, a coisa estava muito desesperadora (eu chorava todo dia). Então eu acendi uma vela e "conversei" fervorosamente com São Jorge, pedindo ajuda, pedindo que ele abrisse nossos caminhos. Numa reviravolta deu tudo certo, e sabem que dia o financiamento saiu? 23 de Abril, claro. Desde então sou ainda mais grata a Jorge, eleito o guardião de nossa casa. Sua espada pode ser vista na entrada e sua imagem mora aqui com a gente.


Meu querido Jorge está sempre presente e é sempre festejado por mim. Não só hoje, mas no dia-a-dia, nas vitórias da vida. Esses dias eu nem precisei pedir, e ele abriu meus caminhos com tal capricho que eu me vi tendo que escolher entre SETE, sim, sete propostas boas de emprego.
E só agora, enquanto escrevo, que me dei conta: sabem qual foi o lugar que escolhi para trabalhar? O que tem um altar para Jorge/Ogum, com imagens dele e tudo.
SALVE, JORGE!!! OGUNHÊ, MEU PAI!


Também AMO a versão da Fernanda Abreu:


(Relevem as imagens dessa versão, não achei o clip original)

Nota: As imagens de Ogum que estão nesse post foram retiradas do site Jornal da Negritude: lindas e poderosas representações de Ogum.

terça-feira, 12 de abril de 2011

Estudar tanto por quê? Qualquer um pode ser Psicólogo


Grava incumbe fisioterapeuta de ser psicólogo de Adriano

" Preterido na negociação de Adriano com o Corinthians, o empresário Gilmar Rinaldi polemizou ao declarar que seu antigo cliente precisava do amparo de um psiquiatra para voltar a fazer sucesso no futebol. O novo clube do atacante dispensou a contratação de um profissional da área, mas encontrou um meio de proporcionar terapia ao atleta.De acordo com o médico Joaquim Grava, o fisioterapeuta Bruno Mazziotti dará alicerce para Adriano se recuperar não apenas fisicamente. “O maior psicólogo para o atleta em um momento como esse é o fisioterapeuta. O jogador fica na companhia dele de manhã, à tarde e, às vezes, à noite”, comentou o médico..."
Por essas e outras não me arrependo de ter mudado de profissão: é muita ignorância! A população com preconceito de fazer terapia (ricos e pobres), Psicólogos se espremendo no RH - onde estão as oportunidades estáveis e a grana - enquanto milhares de pessoas precisam de atendimento e orientação psicológica em Hospitais e Escolas (Realengo?).
Ignorância geral em relação à profissão, classe desunida, Conselho que só aparece pra cobrar mensalidade, organizar congressos e mostrar o quanto é obsoleto: esse é o retrato da Psicologia no Brasil.
O último que apague a luz, que eu já parti faz tempo.


Nota: Recomendo a leitura do artigo completo de João Ricardo Cozac. Está ótimo, vale a leitura.

terça-feira, 22 de março de 2011

Seal: EU FUI! :)

O Show foi MARAVILHOSO! Recomendo.
Seal é uma coisa!!! Simpático, bem humorado, dança sem parar, charmoso (me deixa com meu mau gosto)... E a voz?? Nossa, fiquei bem feliz por ter conseguido ouvir aquela voz ao vivo.

Curti MUITO o show. Achei que fosse ser um show parado e romanticão - e não curto essa vibe de "show de tiozão". Mas, que nada! Ele tocou Killer, Crazy, Amazing, The Right Life, My Vision e a minha mais querida, Prayer for the Dying, entre outras animadjinhas.

Fiquei lembrando das músicas dele que marcaram alguns momentos da minha vida, como Crazy e Prayer for The Dying e me emocionei por estar lá (isso é um dos pontos positivos de ir a shows sozinha, você pode ficar viajando). Se pudesse iria de novo dia 24, te juro.

Bom, resumindo: áté que enfim tirei o trauma desse show e consegui ir! Uhul, menos um na lista. Valeu MUITO a pena ir, espero que ele volte logo.

Deixo vocês com "Crazy" e "Prayer for the Dying", gravadas no show que eu fui. :)



quarta-feira, 16 de março de 2011

Seal e eu: uma Saga com Final Feliz (quase certeza!)



Sempre fui louca pelo Seal, desde de "Killer" e "Crazy". Depois veio "Pray for the Dying", "Newborn Friend", "Fly like an Eagle", "Amazing" e tantas outras.

Em 2008 ele veio pro Brasil e a gente tava MUITO sem grana, e o show era super caro. Fiquei super triste por não ir, mas não tinha o que fazer. Pra completar, era um período super difícil e tenso da nossa vida, o período pré-mudança, financiamento, vendedora da casa surtada, tudo de ruim.

No dia do Show, meu marido me liga da agência:

- Consegui UM INGRESSO pro show do Seal. Corre!

"Corre" porque eram 21:40 e o show tinha começado às 21:30. Fiquei uns 3 minutos em pânico, tipo que roupa eu ponho, não sei chegar lá, comofas!? Menor ideia de como chegar no lugar, e meu marido se ofereceu para ir comigo para eu não ir sozinha e ficar esperando no carro até o show acabar (fofo!). Eu com muito medo de não chegar a tempo, corri o tanto que eu pude.

Cheguei a tempo de ver a multidão saindo da casa de shows, com cara de êxtase e - juro- cantando "crazy" no meio da rua: o show já tinha acabado.

Voltei chorando para casa, não aguentando mais aquela decepção. Meu marido me consolou e disse que quando o Seal voltasse eu iria de qualquer jeito. Achei que ele não iria voltar.

3 anos depois, estou aqui com meu ingresso na mão e a ansiedade a mil. Ingresso comprado por mim, sem depender da bondade de gente que ganha convite e fica segurando até o último minuto e vendo pra quem vai dar até morrer com ele na mão.

Pra completar, dei um reply para o Seal no Twitter e ele respondeu: O SEAL FALOU COMIGO! Ainda dá um medo de falar, mas dessa vez acho que vai ter um final feliz.


E amanhã à noite, quem vai sair cantando em êxtase pela rua em serei eu!


sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Ano Show


Coisa que eu amo nessa vida é música!
Tudo eu faço com música: trabalho, durmo, acordo, lavo louça, treino, tomo banho, T-U-D-I-N-H-O!

Também adoro ir a shows, pois acho que é uma maneira de você VIVER a música. Mas não vou em qualquer show, vou só a shows de artistas que realmente gosto muito e que tem um perfil de "show bom". Depois de um show, fico em êxtase alguns dias, relembrando e assistindo músicas no youtube.

Exemplo: adoro a Beyoncé, adoro as músicas dela, tenho um CD dela e adoro ver seus clipes e danças, mas não quis ir ao show, não achei que tinha a ver.

Ano passado não fui a muitos shows, mas fui a dois MUITO ESPECIAIS para mim, pois me lembram infância/adolescência: Simple Minds e Echo & The Bunnymen. Podem ser bandas datadas e fora de moda, mas devo dizer que ouvir "Don´t you forget about me", "Alive and Kicking", "Lips like Sugar" e "Killing Moon" ao vivo foi inesquecível.

E esse ano promete! Irei a um show por mês nesses próximos três meses: Cyndi Lauper (esse é o mais whatever, indo mais p agradar minha mãe e meu marido), Seal (MEU DEUS, qq hora faço um post contando sobre o trauma que foi o último show dele no Brasil, quase fui) e U2 (amo, amo, amo, desde que surgiu e não era essa megabanda. Fui em 98, mas certeza que vou amar muito mais esse show de 2011).

Não vejo a hora!

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Entrei no reality errado

E esses tempos, que jurava que me inscrevi no "The Apprentice", mas no final fui perceber que era "Paris Hilton´s My new BFF"?

E ainda se fosse da Paris, ainda dá pra entender, né? Famosa, boa de marketing, sabe se divertir e levar a v1d4lok4, conhece todo mundo, lança tendências e está ligada em tudo que há de novo por aí.

Mas nem isso, sabe? Só a futilidade, alguma semelhança física e a idade mental.
Uma Paris complexada, insegura, obsoleta e que não sabe ser eclipsada (mesmo sem ter luz alguma).

Sabem o que deu, né?


terça-feira, 18 de janeiro de 2011

Livro bom, memória ruim

Esses dias tava falando de livros com uma amiga, e lembrei de um livro que li na minha adolescência, emprestado da biblioteca.
Falava sobre decepções no final da adolescência/início da vida adulta, sobre a vida dura nas faculdades. Aqueles enredos em que você ri dos absurdos e acha tudo muito exagerado e irreal - mas no fim percebe que é perfeitamente possível existir gente assim. Uma coisa meio Gossip Girl.
O protagonista era gatinho e gente boa, tinha uma família legal, carisma e bons valores - mas se equivocou na hora de fazer amizades e acabou se ferrando até descobrir com quem estava lidando.
Conhece uma galera legal, do tipo que parece curtir a vida, se divertir e ter tanto tempo livre quanto ele - que era sustentado pelos pais e não precisava trabalhar. Ele e a galera super se afinaram e, por anos, correu tudo às mil maravilhas. (Atenção, spoiler) De repente, numa reviravolta, a galera surta e ele passa a ser pintado como o verdadeiro vilão. A relação com a galerinha vazia acaba, e ele volta a dar importância ao que realmente importa, volta a ser feliz, cresce, amadurece, vira um profissional bem- sucedido e se acerta com o amor da sua vida, que sempre avisou que aquele povo era uma cilada-bino.
Final feliz e aguinha com açucar.
Mas o que me pegou na época, foi a complexidade dos personagens, bem mais verossímeis do que os lindos, ricos e estereotipados "capitão do time de futebol e cheerleader". Eles eram uma mistura de Gossip Girl com pessoas normais, como eu e você - mas eram loucos e mal resolvidos como ninguém.
Tinha o garoto complexado e carente, de família pobre. O que sempre ia com quem é mais rico e oferece mais coisas. O que o protagonista ajudou com um dinheiro que nem tinha quando ele estava tão fodido que até cogitava se matar, e que virou as costas para ele lindamente, só para não contrariar a galera. Esse pecou por omissão, por virar as costas quando mais se precisava dele, por sempre preferir quem podia dar a ele a ilusão e o gostinho de uma vida diferente da que ele levav.
Tinha o garoto mimado, imaturo, covarde e interesseiro, aquele que é um bosta, sabe? Gordinho, mal resolvido consigo, com a família, com os estudos... Do tipo que vai com quem dava mais dinheiro. Numa passagem do livro, confessou que estava puto por ser chamado de interesseiro pela colega louca, mas que ia esperar um pouco para tirar satisfações, esperar até a viagem para a mansão dela em Malibu. Este era uó: passou a falar mal do protagonista horrivelmente quando a batata dele começou a assar - sendo que o nosso mocinho nunca falou ou fez nada de mal a ele, muito pelo contrário. Cuzão, sabe? Putinha, com o perdão da má palavra.
Tinha a frustrada profissional, uma Shar Pei do High School Musical piorada, que passou a vida tentando ser alguém, mas nunca conseguia sair da sombra dos pais famosos. A que se vestia cada dia de um jeito e que se adaptava ao que estava bombando no momento para tentar alcançar alguma notoriedade pois, se dependesse do seu pouco talento...Falava mal de tudo e de todos, e dizia fingir ser amiga da louca principal (logo vou falar dela) só por medo do que ela podia fazer se a amizade acabasse. Dessa personagem eu garrei ódio, foi muito bem escrita: frustrada, recalcada, vítima, agressiva como poucas, a própria Erva Venenosa da música, me deu calafrios. Essa nunca será, pois tem medo de ser. Tudo em sua vida era de isopor, não era plena em nada. Mas era boa atriz, enganava bem e até nosso protagonista bem que caiu na dela.
Tinha o moleque porco, sabe, o que achava engraçado ser fedido, louco, beberrão: um traste. Esse tinha algum talento, mas não nos relacionamentos (inclusive com a família). Fodão e bully de longe, mas do tipo que nem consegue olhar no olho de perto. Gritava impropérios no meio da multidão, mas não tinha culhão de falar nada na cara. Aliás, nenhum deles jamais teve qualquer conversa ou confronto com o protagonista. Foi tudo bem insano, de um dia para o outro, sem aviso e sem motivo palpável.
Tinham as rednecks, as coadjuvantes feiosas que faziam tudo para serem aceitas pelas luzes da cidade grande. Uma ao melhor estilo Mulher Solteira Procura, se enfiava na vida das pessoas sem dignidade ou vergonha na cara, limpando até o chão para ser aceita. A outra, uma louca perdida e infantil, do tipo que conseguia ser a palmeirense mais fanática para, dias depois, amar o Corinthians mais que tudo e ir contra tudo o que dizia acreditar
E, claro, tem a louca principal, a moça doente mental e sofredora. Entupida de remédios, não conseguia lidar com luz e adorava conviver com os chupins. Até rolou um início de amor sincero com o protagonista, meio fraternal, e a gente quase acredita que ela ia se regenerar, mas não teve jeito: a moça era tão irrecuperável quanto destrutiva e maria-vai-com-as-outras. Louca, infeliz, complexada, só não deu para ter mais pena porque ela tentou destruir tudo o que o mocinho do filme tinha construído com um afã que deu nojo.
Era o Bonde dos Vida de Bosta. Que nada construíam, que não eram felizes com nada do que tem. Saiam lindos no álbum anual do colégio mas, quando o flash se apagava, voltavam a ser ocos e a falar um do outro pelas costas.
O mais foda é que a maioria deles percebeu que o protagonista era diferente, e até começaram a se abrir com ele, a parecerem reais e humanos quando estavam a sós. E falavam cada coisa mesquinha! Justiça seja feita, o protagonista sempre tentou tirar o melhor de cada um e não encorajar essas atitudes, mas luz na treva não dura muito, né?
Enfim, adorei o livro: super complexo, real, atual e bem escrito. Nada de "o bem vence o mal": tudo ficou na mesma. Não houve aquele grande momento da desforra ou qualquer confronto. Ele só seguiu com sua vida e todos também. Simples assim. O que lavava a alma eram as fofoquinhas sórdidas que um fazia do outro e a pequeneza da vida da galere.
Se eu lembrasse o nome, até recomendava. Mas nem me lembro mais :)

domingo, 9 de janeiro de 2011

Pelo direito de virar cinzas



Fato: sou uma pessoa extrovertida. Sou alegre, adoro rir, brincar com as pessoas, ouvir música, conversar, sair, passear, sou falante e pra cima.

Mas não deixo de ter uma essência introspetctiva: adoro ficar quieta, pensar, analisar, pesquisar, ler, refletir sobre as coisas, estudar, focar, sentir... E quando acontecem coisas marcantes na minha vida, essa característica se acentua- principalmente quando esses acontecimentos são fins de ciclos, transições, perdas e decepções. Aí é que realmente sinto mais vontade de ficar comigo, pensar, sentir, expurgar, chorar, esvaziar tudo o que tem de ser esvaziado, fazer as demolições e limpezas de terreno para construir tudo de novo de uma maneira mais sólida.

O problema é que, nesse mundo, querer introspecção é pedir muito, é luxo. Se você não está muito afim de fazer nada, se quer mais é ficar quieta e se voltar pra dentro, é como se estivesse doente, sabe?

No final do ano passado foi assim: tudo o que eu queria era ficar na minha, exorcizar uns demônios internos, jogar fora umas coisas que não posso mais usar (metaforicamente falando) e me fechar para poder me abrir. Só que me vi em uma espiral de acontecimentos sociais e familiares dos quais, mesmo não estando minimamente disposta - não pude escapar. Festas de fim de ano, Natal, compras, reuniões, um monte de atividades que exigiram muito de mim. Até uma viagem acabei sendo forçada a fazer - e digo forçada porque é super complicado dizer não e fazer só a sua vontade quando se é casada e inserida em todo um contexto cheio de gente.

O resultado é que hoje, dia 09 de janeiro, estou com uma super gripe, me sentindo velha e cansada, sem energia nenhuma para nada. Quando leio algo como "Voltando das férias energizada e com as baterias recarregadas, pronta para começar 2011 com força total", sinto uma inveja! Inimaginável essa sensação.

Só me sinto sem energia, esgotada, querendo dormir, ler, pensar, me reorganizar emocionalmente, praticar a espiritualidade e a contemplação.

Estou Yin.

Não consigo sentir aquele pique, sabe? Vontade de treinar, correr, nadar (e nem posso, sob ordem médica, por causa da lombar), agitar, sair, fazer os contatos que preciso fazer, fazer o mundo girar- e não, não estou doente ou deprimida, apenas acho que é parte natural de todo processo "fechar para balanço" antes de reabrir.

Quando você passa por muita coisa muito intensa, uma hora "o sistema" não aguenta, entra em curto.

Não falo de surto, crise, colapso ou um grande problema. Só falo da simples ação de digerir, sabe? De renovar. De "invernar". De viver o término totalmente para poder recomeçar.

E é pedir muito nesse mundo voltado pra fora, sempre pra fora (não é uma crítica a quem é assim, só um desabafo de quem só quer poder ser diferente em paz.)

E me desculpem o exemplo batido, sei que Fênix virou coisa meio que tatuagem de pitboy que viu Harry Potter e achou bemloko essa coisa de renascimento, mas até parece que no Mito a Fênix foi pra balada e renasceu, né?

Me deixem virar cinzas, só isso! Pequenas mortes são necessárias para a vida continuar, sabe?

Parem de me tirar da concha, de exigir grandes gestos e movimentos - aliás, ultimamente, até os pequenos gestos estão gastando minha energia, então parem de me exigir qualquer coisa: só me dêem uns 5 dias de sumiço, de quietude, de "antisociabilidade"!

Tá tudo bem, prometo, sou normal. Não estou triste ou derrotada, só preciso me recuperar de tudo o que aconteceu. Deixar que as feridas criem casquinha, sabe?

Porque se eu não virar cinza, não renasço...