quinta-feira, 29 de julho de 2010

Personare falou, tá falado. Bring it on.


Entre 29/07 (Hoje) e 01/09, o planeta Vênus estará alcançando o topo do seu mapa astral, Melissa, e esta é uma fase particularmente positiva para a sua exibição social. Traduzindo: este é um momento bom para aparecer. Não apenas você perceberá uma maior disposição para uma maior auto-exposição, como também terá mais requisições para se colocar, se manifestar. Este período favorece os contatos de trabalho, e lhe coloca em situações em que possivelmente você terá vantagens profissionais, fará novos contatos. Este é um momento particularmente favorável para qualquer atitude que lhe permita um maior engrandecimento social ou profissional. Sabe aquele aumento que você queria? A hora é essa. Está a fim de estabelecer contatos e vínculos que você sabe que lhe serão úteis profissionalmente? Aproveite o momento. De um modo ou de outro, até para quem está sem trabalhar, o momento favorece a ascensão social: neste período, é bem possível que você venha a conhecer pessoas de maior status, que de alguma forma "puxarão" você com elas. É sabido que conhecer as pessoas certas nos dias de hoje é uma chave especial que abre muitas portas. Atenção, portanto!


quinta-feira, 22 de julho de 2010

Para quem tem medo de dirigir


Estava lendo uns depoimentos de pessoas que tem pavor de dirigir. Geralmente são novos de carta, sem carta ou sem prática.
Tenho mais de 10 anos de carta e já dirigi muito, vivo no trânsito maluco de São Paulo, já bati o carro duas vezes (bateram em mim :P- nada grave, graças aos deuses!), já peguei estrada, já peguei tempestade, já fiquei dentro do carro enquanto ele enchia de água e faço uma baliza como ninguém.
Sei que pânico de dirigir é algo muito sério e que não é resolvido, assim, com palavras. Mesmo assim, me deu vontade de falar o que sei. Aqui vão algumas dicas não-profissionais, baseadas apenas no que vivi:
- Direção é assim: TEM QUE PRATICAR! Qunto mais se pratica, com menos medo e mais confiança a gente fica. Tem que praticar, praticar e praticar, não adianta.
- Praticamente impossível não ralar carro em pilar ou fazer barbeiragem quando se é nova de carta. Há de se ter essa consciência e desencanar. Coisa normal também é se envolver em pequenos acidentes nessa fase e até bater em outros carros, faz parte.
- Ralar calota, bater espelhinho, encostar pára-choque na hora da baliza, isso continuará acontecendo mesmo depois de um tempo, basta estar distraído.
- Acho que o mais ariscado é quando a pessoa corre. Quando a pessoa anda numa velocidade "de segurança", 40/60, que seja, na faixa adequada e saindo da frente dos apressadinhos, é MUITO DIFÍCIL fazer merda ou sofrer acidente grave. Então andem devagar, evitem Marginais ou Rodovias no começo, e beleza.
- Muito importante saber ignorar os outros. Dane-se se o cara tá com pressa e você está no meio da baliza, azar de quem buzina e azar que seu carro morreu na hora em que o sinal abriu. Ignore a fúria alheia, peça desculpas com a mão, e take your time. Se afobar por causa dos outros é perigoso e desnecessário.
- No começo, evite situações estressoras, tipo dirigir em tempestade, ladeiras que chegam aos céus, pegar serra, pegar rush. Pegue o carro pra levar sua mãe no supermercado, o irmãozinho no shopping, fazer coisas no bairro. Você vai pegando confiança e experiência.
- No trânsito, você deve dirigir por vc e pelos outros. Fique ligado no segundo carro à sua frente. Quando ele brecar, vc vai brecando. isso evita engavetamentos.
- Em cruzamentos sem semáforo vale a lei de ninguém: nunca vou sem olhar. Não conto com a civilidade de quem vem do lado escrito PARE.
- Uma das piores coisas é hesitar. Não fique no "vai-não-vai" na hora de ultrapassar alguém, mudar de faixa ou brecar no semáforo. Vá com tudo ou breque bem antes, sem meio-termo.
Para fechar, as 3 mais importantes:
1) Se furar o pneu, nunca pare na rua. Meus pêsames para sua calota e o que mais estiver ferrado naquela hora, foque em sua segurança. Dirija bem devagar até o próximo posto de gasolina e, chegando lá, troque o pneu, peça ajuda ou chame o seguro.
2) Se bater o carro, independente do que acontecer e do quão estúpido e nervoso estiver seu "agressor", NÃO BRIGUE. Nunca. Deixe que as seguradoras se matem, faça B.O. e deixe a lei agir, deixe pra conversar quando a poeira baixar, se vire pra pagar depois. O procedimento é: desça do carro em segurança, pergunte se as pessoas do outro carro se machucaram, anote e troque placas e telefones e vá para a delegacia ou para casa. Ficar discutindo quem vai pagar o que no meio da rua e de cabeça quente, não leva a nada. Experiência pessoal de quem escapou ilesa de uma batida em que uma ogra de uns 100 kg saiu do outro carro, me olhou com fúria e esmurrou o próprio capô, à la macaca Monga: tenso, hahahahahahah.
3) Nunca brigue no trânsito. Evite até buzinar e passar xingando. A gente nunca sabe que tipo de animal está por trás do volante e é sabido que muitos usam o carro para arrumar confusão e conseguir externar tudo de ruim que carregam. Engula sapo, deixe o cara sumir, leve desaforo pra casa, dê passagem, não entre em pequenos rachas ou imbecilidades do tipo. Ter a última palavra numa discussão dessas não muda a vida de ninguém. Sei o que digo pois, além de conhecer histórias terríveis, eu era muito inflamável no trânsito. Muito. De descer do carro pra pedir satisfações, perseguir o FDP que me jogou na calçada e bater no carro dele de propósito e outras atitudes drásticas das quais eu me envergonho muito. Agradeci muito por nunca ter me envolvido em algo grave, pois bem poderia ter encontrado um justiceiro nervosinho como eu e armado pela rua. Com certeza alguém despejando ódio na gente estraga o dia, mas reagir é muito arriscado, não leva a nada, e só faz mal: "Todos estes que aí estão. Atravancando o meu caminho, Eles passarão. Eu passarinho!"
Espero ter ajudado e, se tiverem mais dicas, deixem nos comentários.
Dirigir é UMA DELÍCIA, espero que consigam.
Beijos motorizados.

quarta-feira, 7 de julho de 2010

Do contra




Um dos grandes males da humanidade, é a falta de percepção que as pessoas costumam ter delas mesmas. Não sei nem se é falta de percepção mesmo ou se é hipocrisia, sabe? Falsidade.
Acho que a grande merda, é a nossa sociedade ser "católica".
E um dos pressupostos do catolicismo, em minha opinião, é varrer as coisas para baixo do tapete. Seja abuso de freiras, assassinato de pessoas com fé diferente, abuso de crianças ou os próprios impulsos, o que importa é NEGAR. Acima de tudo, negar para si mesmo.
Afinal, é muito mais fácil apontar os defeitos no outro, colocar os holofotes nas "humanidades" do outro. do que encarar o próprio horror que se leva no peito.
A coisa chega num ponto em que a pessoa faz o que fala que você fez, e todos fingem não perceber, e ela mesma acredita que não está fazendo.
A minha sorte, e o meu problema, é que tenho uma essência diferente. Isso me faz a pessoa de relacionamentos "poucos e bons", a independente, a que não abaixa a cabeça.
Por alguns anos, estudei o Paganismo, organizei encontros pagãos e li sobre Deuses e reflexões interessantíssimas (aqui cabe dizer, que Pagão nada mais é do que aquele que vê a grande sacracidade da vida na natureza, nos animais e em mais de um Deus- para resumir de modo bem grosseiro).
Além disso, sou Virginiana. E os virginianos são, acima de tudo, extremamente conscientes de quem são, de seus defeitos e qualidades: é muito difícil convencer um virginiano de algo que ele não tenha feito.
E o que tem a ver o Paganismo com o signo de Virgem? Tem a ver que, em mim, isso criou uma personalidade que vê seus erros, que sabe que todo ser humano tem seu lado negro, seu lado sombra (aqui entra Jung) e não vê problema nenhum em aceitá-lo. Lado negro é a sua parte imperfeita. Aquela que as pessoas geralmente não aceitam. Aquilo que as pessoas querem doutrinar, sabe? O que elas acham que precisam arrancar de você.
Geralmente, é algo essencial, como sua liberdade, sua personalidade, sua autenticidade ou seu temperamento. Cada um com seu lado negro, não estou eu aqui defendendo quem faz mal aos outros, quem agride, quem não se controla, não é isso. Estou aqui defendendo o MEU direito a ter o MEU lado negro, aceitá-lo e ter até uma certa camaradagem com ele.
O foda é que ofende muito as pessoas quando você realmente se gosta como é. É quase um insulto, sabe?
Como ela ousa admitir ser agressiva e cortante com as palavras, quando eu sacrifico minha essência para não admitir? Como ela ousa ter noção do tanto que é intolerante e não querer mudar isso? Como ela pode querer ter personalidade, num mundo em que é muito mais fácil sorrir sempre, fingir que se gosta de todo mundo e vomitar maldades por trás de todos, quando desce o pano? Por que ela deixa tão claro de quem gosta e de quem não gosta, ao invés de fingir gostar de todos? Que burra! É, inteligente é você, fingindo gostar de todos e sair com quem lhe convém, como fazem as prostitutas.
Por que ela defende o próprio direito à individualidade, a não sofrer interferência nas suas decisões? Claro que ela também me deixa muito livre para escolhe o que quero fazer do meu dia, me deixa gostar e desgostar de quem e do que eu quiser, mas é diferente, né? Não, não é.
As pessoas são muito óbvias, muito cegas, muito superficiais, sabe? Elas ficam com a verdade que vier num embrulho mais bonito, porque o que vale nessa vida é o menor esforço, é ir com a maré. Elas não acham esquisito quando uma pessoa ataca a outra, contanto que ela não o faça de forma agressiva, que faça com voz doce e sorrisos dissimulados. Ainda mais se a outra OUSA ser tudo menos vítima, e aí fica difícil dar razão a qem não nega o que é.
Elas nunca, mas nunca param para pensar na coisa mais óbvia do mundo, que é a seguinte: quem hoje fala mal de mim, amanhã falará de você. Quem hoje quer tolher, amanhã será tolhido- se é que já não é. Quem aponta sua agressividade, deixa de fora o rabo da própria agressividade ao apontar para o outro. Quem traz tanto rancor e veneno no coração, só pode ter uma alma retorcida e podre.
Isso para mim é tão óbvio, tão óbvio, que já acostumei, sabe? E hoje, do alto da pessoa autosuficiente, forte, madura e amada (principalmente por mim mesma) que eu, graças aos deuses, me tornei, eu não sofro mais. Ou sofro rapidinho, como sofrem os calejados.
Uma das coisas que eu nunca me esqueço foi que, aos sete anos, eu ousei ganhar o coração de um menino que outra menina gostava. Fazer o que, ele gostou de mim. Não conseguindo destruir isso ou me destruir, a menina chamou todas as minhas amiguinhas e fez a oferta: daria balas Garoto a todo mundo que não falasse mais comigo. E todas as minhas amiguinhas me viraram as costas. T-O-D-A-S.
Hoje eu rio disso, mas a risada fica um pouco amarga quando eu vejo que isso ainda rola- com a diferença de que as balas Garoto de hoje em dia são mais doces. Quem encher a cara, topar todas as baladas e não tiver vida também. Quem tiver uma vida falsa e um sorriso fotogênico, pode até fazer com que um bobo da corte apareça algum dia, em algum recorte de qualquer merda. Quem tiver uma casa-albergue, dinheiro pra emprestar ou alguma posse, tem muitos pontos com as pessoas. Quem tiver sempre uma fofoca pra contar- seja literalmente da mãe, de pessoas que te acolheram ou de alguém que tenha uma vida mais interessante- vai ter muitas mariposas procurando luz nos respingos de maldade e deslealdade.
Esse é o mundo de hoje. Para algumas pessoas é um lugar que, ás vezes, oferece a chance infinita de vender a alma em troca de uma balinha barata, a chance de se sentir importante por alastrar o mal é a injustiça. O que me consola é que semelhante atrai semelhante.
E quem ousa não agir por interesse, não fingir amor e ser quem se é sem ter medo, merece ser colocado de volta no seu lugar. O problema, é que nunca conseguirão, pois o lugar é muito alto para suas mãozinhas curtas. Podem até causar um dissabor temporário, mas logo voltam para o lodo do esquecimento e terão que lidar com os buracos e feridas que o recalque corrói. Ou eleger um novo alvo.
As pessoas poderiam olhar com o mesmo cuidado,minúcia e tempo para o próprio lado negro, sabe? Seria tudo mais maduro, mais justo, menos hipócrita e tão óbvio. Queria muito que as pessoas aparentassem o que elas são por dentro, seria bem mais legal. E, á medida que fossem evoluindo, ficariam mais bonitos. Não teria como esconder a doença com verniz.
Vocês podem achar que sabem do que eu estou falando, mas não sabem. Não sabem, pois não têm como saber. Não falo de nada recente ou específico. Falo de coisas que sempre ocorrem, da fraqueza das pessoas que preferem um falso amor do que um gostar verdadeiro. Das que se vendem por hospedagem, jantares, fofocas, maldades. Das que confundem leve com leviana. Das que preferem criticar a reconhecer, fingir que não percebem, guardar os segredos, apontar os erros ao invés de amar.
Das que reduzem o que você faz a nada, das que esquecem de tudo o que você faz por elas da primeira vez que você ousar pensar diferente ou reclamar de uma atitude. Das que só vêem o seu lado negro, e esquecem que também são imperfeitas.
Enfim, às vezes bate uma dor, um sentimento de "we are spirits in a material world", mas logo passa. Porque eu sou daquelas que não conseguiria existir sem viver minha verdade e sem ser quem eu realmente sou. Que curte valores antiquados como consciência limpa, pensamentos expostos a quem lhes diz respeito, lealdade, desejo de crescer e evoluir espiritualmente.
E isso não tem preço, não tem mesmo. Não tem bala Garoto que pague.
E, de resto, fico com o Poeminha mais lindo que tem, o Poeminho do Contra, de Mario Quintana:
Poeminho do Contra
Todos esses que aí estão/
Atravancando meu caminho,/
Eles passarão.../
Eu passarinho!